Beethoven não é um cão

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“As redes sociais deram voz aos imbecis”

(Umberto Eco)

Temos que, em parte, concordar com o grande filosofo e escritor italiano.

Curiosamente, a era da informação trouxe um grau extremo de desinformação em nosso dia a dia.

Está dominado – dizem os amantes das Fakes News que adoram disseminar inverdades.

Sete por cento da população norte-americana acha que o achocolatado vem da vaca marrom. Isso representa, em torno de 23 milhões de pessoas.

A National Science Foundation fez uma pesquisa e chegou ao seguinte resultado:  25% dos norte-americanos desconhecem o fato de que o planeta Terra orbita ao redor do Sol.

Mas não para por aí, continuamos na era da desinformação:

Numa pesquisa recente feita pela Panasonic encontraram resultados análogos: 20% das crianças não sabem que o ovo vem de uma galinha e 30% não conseguem diferenciar uma manga de uma maçã.

Quanto aos adultos: 32% deles não sabem que a Escócia integra o país e 1% pensam que a França é território inglês – dados publicados pelo Daily Record.

E 40% não encontraram Londres em um mapa.

Na Bulgária a empresa Gallup constatou que 8% dos habitantes estão certos de que a Terra é plana. Outros 9% afirmam categoricamente que o homem nunca foi à Lua.

Nosso conceito ético deve sempre brotar quando o outro entra em cena. Os amantes das Fakes News não têm pudor. Patrocinados por políticos sem escrúpulos, fazem disso uma profissão.

Sete meses antes da eleição municipal, vivemos num ambiente tóxico.

Perfis fakes agridem, iludem e entorpecem o eleitor com mentiras, sofismas, baixarias e ataques de cunho pessoal. Tentam transformar histórias em estórias que o tempo impecavelmente vai apagar.

Mas eles não estão preocupados com o futuro, não estão nem aí para a cidade, para nossa gente.

Não têm rosto, nome, casa ou lugar.

Não têm alma, não sentem dor, não sabem sorrir, não choram, não falam, mas têm “vozes”.

Não existem, são fantasmas, mas as redes sociais os deixam escrever.

Cabe a cada um de nós, pelos mais diversos meios, calar e repudiar quem patrocina essa gente.

Precisamos discutir Buzios com propostas e embates propositivos, dentro da ética, da ordem e bom senso.

Convergir, divergir é muito natural e democrático.

Ser gente de verdade é preciso!

Chegou aqui em casa um moço, pergunto:

— Quem foi Beethoven?

O rapaz me responde:

— O cachorro daquele filme!

Definitivamente, Beethoven não é um cão.

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